DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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PF vai investigar ato de manifestantes que jogaram tinta na entrada do STF

Presidente do STF em exercício, Dias Toffoli, deve divulgar ainda hoje uma nota oficial sobre o episódio

Rafael Moraes Moura e Teo Cury, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2018 | 18h12

 BRASÍLIA - A Polícia Federal vai investigar um ato de manifestantes favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que jogaram nesta terça-feira,24, tinta vermelha no salão branco do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, segundo o Broadcast Político apurou. O presidente do STF em exercício, Dias Toffoli, deve divulgar ainda hoje uma nota oficial sobre o episódio.

Cerca de 20 manifestantes favoráveis ao petista protestaram nesta terça-feira na entrada do edifício-sede do STF, por onde os integrantes da Corte costumam passar ao chegar para as sessões plenárias do tribunal. O recesso dos ministros do STF termina no dia 31 de julho.

O grupo jogou tinta vermelha no salão branco da Corte e pediu a liberdade do ex-presidente, condenado e preso na Operação Lava Jato. O ato ocorreu no fim da manhã e durou pouco mais de 10 minutos.

De acordo com a equipe de segurança do Supremo, os manifestantes são os mesmos que na última sexta-feira criticaram decisões recentes do colegiado, o salário dos magistrados e a prisão do ex-presidente Lula. Os protestantes iniciaram o ato na Praça dos Três Poderes e o encerraram na parte detrás do prédio principal da Corte. Em seguida, foram embora em duas vans. Os integrantes do grupo levavam cartazes representando a carteira de trabalho brasileira, a Constituição Federal e a marca da Petrobras.

Seguranças presentes no momento do ato mostraram à reportagem fotos e vídeos dos manifestantes, que gritavam "Lula livre" e carregavam cartazes pedindo a liberdade do petista. Um dos seguranças que tentou impedir a ação dos manifestantes ficou com uma marca de mão em sua camisa.

Em dezembro de 2016, a estátua da Justiça, localizada na frente do edifício-sede do STF, foi alvo de tinta vermelha atirada por um grupo de manifestantes que contestaram decisão da Primeira Turma da Corte sobre aborto. À época, o colegiado abriu um precedente ao entender que não é crime o aborto realizado durante o primeiro trimestre de gestação – independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez.

Minas Gerais

Em abril deste ano, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) jogaram tinta vermelha no prédio em que a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, mantém apartamento no bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. À época, o coordenador do MST em Minas Gerais, Silvio Netto, disse que o protesto foi uma forma de mostrar que os trabalhadores estão dispostos a lutar. "Cármen Lúcia se tornou a inimiga número um dos mineiros", disse Netto na ocasião.

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