PF vai continuar fiscalização em garimpos da Amazônia

Ação que terminou acabou com rota do ouro extraído ilegalmente que começava em Rondônia e ia até a Bolívia

Agência Brasil,

06 de novembro de 2007 | 21h33

Depois de instaurar 20 inquéritos, realizar 22 prisões e apreender 87 dragas, além de armas, frascos de mercúrio e ouro extraído irregularmente no Rio Madeira, em Rondônia, a Polícia Federal anunciou o fim da ação, batizada de Operação Iara. Mas ressalvou que em curto espaço de tempo ela poderá ser retomada, caso haja necessidade, e entrar em uma segunda fase. "A princípio, vamos dar um tempo, até para ver qual será a atitude dos garimpeiros que estavam no local. Apesar disso, nada impede que daqui a um, dois ou três meses, refaçamos a operação. Agora está tudo parado, porque os garimpeiros estão tentando se regularizar nos órgãos ambientais e também buscando as autorizações necessárias para voltarem a dragar. Vamos ver como ficará tudo isso daqui a alguns dias", afirmou o delegado Rolando Alexandre de Souza, um dos responsáveis pela operação. De acordo com a direção da Polícia Federal em Rondônia, todas as dragas estão paradas, inclusive as que não foram abordadas pela Operação Iara, que durou uma semana - foi deflagrada no dia 29 de outubro. A medida teve como principal objetivo o combate ao garimpo ilegal de ouro no leito do Rio Madeira, que corta os estados de Rondônia e Amazonas. Do total de presos, 20 pagaram fiança e foram libertados. Os dois restantes foram retidos por porte ilegal de armas. A rota do ouro extraído ilegalmente começava em Rondônia e ia até a Bolívia, segundo informou o superintendente regional em exercício da Polícia Federal em Rondônia, Marcelo Rezende.

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