PF vai analisar se abre inquérito contra Erenice Guerra

A resposta será dada amanhã e, em caso positivo, a situação de Erenice pode se tornar insustentável no cargo

Vannildo Mendes, da Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 19h37

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, determinou nesta segunda-feira, 13, que a Corregedoria Geral da instituição (Coger) analise se a denúncia de tráfico de influência contra a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja deste final de semana, configura notícia crime para abertura de inquérito criminal. A resposta será dada amanhã e, em caso positivo, a situação de Erenice pode se tornar insustentável no cargo, uma vez que ela já é, desde hoje, alvo de investigação na Comissão de Ética do Palácio do Planalto.

A consulta à Coger é feita sempre que a PF abre inquérito de ofício, sem provocação externa. É uma cautela para evitar que se levante suspeição sobre os motivos da iniciativa. A coordenação, que é comandada pelo delegado Valdinho Jacinto Caetano, avaliará se na denúncia existem indícios objetivos de crimes de tráfico de influência, desvio de dinheiro público para pagamento de propina e advocacia administrativa.

Reportagem da revista Veja desta semana afirma que Israel Guerra, afiançado pela mãe, teria intermediado, em troca de propina, negócios de empresários com o governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.