PF vai acompanhar investigação sobre morte de índio no MS

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, determinou nesta segunda-feira à Polícia Federal que acompanhe as investigações sobre a morte do índio Marcos Veron, ocorrida no Mato Grosso do Sul.Segundo o ministro, em princípio Veron foi vítima de conflitos fundiários existem na região. Thomaz Bastos disse que não vê ligação entre as mortes de Veron e de outros dois índios ocorridas nos primeiros dias de 2003.Integrante da comunidade kaingang, do Rio Grande do Sul, Leopoldo Crespo, de 77 anos, morreu após ser atacado por jovens com chutes, pontapés e pedradas. Em Roraima, foi encontrado na última quinta-feira o corpo do índio macuxi Aldo da SilvaMota, de 52 anos, enterrado em uma fazenda."Não encontro um fio de ligação entre essas três tragédias", afirmou Thomaz Bastos. O corpo de Mota foi transportado para Brasília, onde deve ser submetido a uma nova necrópsia. A primeira análise indicou que a morte teria decorrido de causas naturais.O ministro da Justiça disse que está consciente de que os problemas indígenas não serão resolvidos com polícia. "É necessária uma política global", afirmou. Nesta segunda-feira, ele recebeu integrantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). No encontro, foidiscutida a criação de um conselho de políticas indigenistas, que teria como órgãoexecutor a Funai."Pela primeira vez na história do País, pessoas ligadas aosmovimentos indigenistas, entidades de apoio, organizações e representantes de povosindígenas poderão discutir com os ministérios e o governo federal uma proposta depolítica para os índios", afirmou o vice-presidente do Cimi, Saulo Feitosa.

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