PF terá papel central no combate ao crime, diz Cardozo

Em discurso na posse do novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Leandro Coimbra, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a PF terá papel central no combate à corrupção, à violência e ao crime organizado no governo da presidente Dilma Rousseff. Cardozo disse que a entidade vai pautar sua atuação pelo rigor na qualidade das provas e pela ação republicana.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 12h23

De acordo com o ministro, o êxito do governo Dilma dependerá diretamente da PF. "A Polícia Federal será o braço direito, o esquerdo e o corpo do governo federal no enfrentamento ao crime organizado", disse o ministro. "O Estado é mais forte do que o crime e o governo Dilma provará isso. Se a Polícia Federal fracassar, fracassará o Ministério da Justiça. Se o Ministério da Justiça fracassar, fracassará todo o governo e, consequentemente, o povo brasileiro."

Cardozo disse que os desafios são grandes, defendeu que a polícia continue agindo com rigor técnico e punindo exemplarmente os seus membros que cometerem desvios. "Os desvios serão rigorosamente punidos. Honestidade e republicanismo serão o ponto de partida e o ponto de chegada na Polícia Federal", afirmou o ministro.

Depois da posse, em entrevista à imprensa, o ministro disse que ofereceu toda a ajuda possível de sua pasta ao governo e à população do Rio de Janeiro no enfrentamento das consequências das chuvas. O ministério já mandou cerca de 250 policiais da Força Nacional de Segurança e está mapeando outras formas de ajuda ao estado.

Cardozo disse que a responsabilidade pela tragédia do Rio tem conotação ambiental, mas também deriva de um problema histórico de falta de moradia. "As pessoas moram em área de risco não porque querem, mas porque precisam e porque em algum momento o poder público falhou. São várias as responsabilidades", disse. Ele informou que esse assunto deve ser discutido hoje na reunião ministerial desta tarde com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Combate ''incessante''

O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Leandro Daiello Coimbra, tomou posse nesta manhã em Brasília e disse que "o combate à corrupção, ao tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro será incessante". Daiello afirmou que "o enfrentamento se dará através de diversas medidas: descentralização, fortalecimento da Academia Nacional de Polícia, uma política forte de gestão de pessoal, capacitação dos policiais, consolidação de um sistema de inteligência estruturado, ampliação de parcerias, inserção internacional, qualidade da prova e uma corregedoria forte".

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