PF solta quatro e prende mais um da máfia do Incra no Pará

O presidente do PT em Santarém e chefe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) local, Pedro Peloso, foi solto nesta quinta-feira, juntamente com Elisandra Kelen dos Anjos, Andressa Marques e o madeireiro Moacir Ciesca. Eles estavam presos por envolvimento com a máfia de grileiros de terra que age no Estado. Tiveram a prisão revogada pela Justiça Federal porque entregaram documentos privativos do Incra e demonstraram interesse em colaborar com as investigações.Um outro funcionário do Incra envolvido nas fraudes, João Eustórgio Miranda, foi preso nas matas próximas à cidade de Oriximiná. Miranda estava na cidade para fazer alguns trabalhos e se escondeu ao tomar conhecimento de que era procurado pela Polícia Federal.O superintendente demitido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Belém, Roberto Faro, continua preso e prestou depoimento nesta quinta-feira em Santarém. Ele foi transferido de Manaus, onde foi detido durante a ´Operação Faroeste´. Faro nega qualquer participação nas fraudes, afirmando que sua gestão no Incra sempre foi pautada pela legalidade.Em entrevista em Belém, o interventor do Incra, Roberto Kiel, disse que a direção do órgão em Brasília ficou "surpresa" com a prisão de Faro. Mas garantiu que a meta do órgão de assentar dez mil famílias no Pará até 2005 não será afetada com a prisão de onze servidores. "Um procurador do Incra, um auxiliar e um secretário vão integrar a comissão que na segunda-feira, 13, começa a fase do inquérito administrativo para apurar a participação de servidores nas fraudes.

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