PF será reforçada e as escutas continuam, diz Tarso Genro

Para combater criminalidade e corrupção, serão contratados mais cinco mil policiais

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 15h40

O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou nesta terça-feira, 3, que a estrutura da Polícia Federal será reforçada no combate à criminalidade e à corrupção, com a contratação de mais 5 mil policiais. Tarso ressaltou que o grupo de trabalho que estuda a regulamentação das escutas telefônicas não é antigrampo. "É um grupo, inclusive, para potencializar as escutas, de modo que elas não extrapolem a vida privada, incluindo pessoas que nada tenham a ver com a investigação em andamento", afirmou. "Enganam-se os que pensam que esse grupo, que já teve uma segunda reunião e está em ritmo avançado vai despotencializar a escuta. As escutas constituem um instrumento fundamental do estado de direito. Lembrem que as escutas substituem meios de investigação relegados pelo estado de direito, como é o caso da pressão, da força e às vezes até da violência para obter depoimentos", afirmou o ministro. Imunidade O ministro da Justiça disse que as operações da Polícia Federal no combate à corrupção vão continuar e serão aprofundadas, mas com reparos. "Em primeiro lugar nós vamos aproveitar toda a experiência até agora altamente positiva da Polícia Federal para corrigir eventuais equívocos que tenham havido nesse processo, o que é normal em qualquer instituição. A Polícia Federal não é imune a erros. A sua síntese é atualmente positiva para a República. Em segundo lugar vamos fortalecer técnica e cientificamente a Polícia Federal e a Escola Superior de Polícia, que será um dos elementos que vão contribuir para isso", disse o ministro.

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