PF recolhe mais computadores e tem 13 para perícia do dossiê

Órgão recebeu mais seis computadores e um pen drive da Casa Civil na quinta; servidores podem depor

Fausto Macedo e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo,

18 de abril de 2008 | 19h08

A Polícia Federal (PF) recebeu, na quinta-feira, mais seis computadores e um pen drive da Casa Civil. Todos serão periciados na investigação do suposto dossiê dos gastos feitos com cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Oposição fura o cerco e Dilma terá de explicar dossiê no Senado Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC      Com isso, já são 13 os computadores do Palácio do Planalto recolhidos pela Polícia Federal desde a semana passada para perícias. Essas novas máquinas, usadas pelos funcionários do Palácio em suas atividades corriqueiras, quando não estavam formatando o dossiê, serão importantes para a apuração, porque a perícia nos primeiros computadores foi insuficiente, de acordo com investigadores, para chegar à "ponta da linha".   Peritos já haviam dito que os servidores usavam a mesma senha para abrir os computadores, o que dificultaria a identificação do vazador. Por isso, disseram, novas máquinas poderiam ser periciadas e depoimentos dos envolvidos seriam necessários para mostrar quem foi o responsável pela divulgação criminosa dos números.   O pen drive, conforme informações recebidas pelo delegado Sérgio Menezes, da PF, será também periciado porque, de acordo com dados da própria Casa Civil, era nele que todos os números de gastos feitos com cartões corporativos no governo Fernando Henrique foram salvos. E foi baseado nesse pen drive que os seis servidores foram designados para a montagem do dossiê. Existe ainda a possibilidade de que o pen drive tenha sido usado para vazar os dados, uma forma de apagar o rastro do vazamento, de acordo com peritos.   Depoimentos   Até o momento, o delegado não recebeu o resultado da perícia nos primeiros sete computadores - cinco lap tops e dois computadores de mesa. Menezes esperava a conclusão dessa perícia para começar a ouvir os depoimentos dos servidores envolvidos. Agora, ele avaliará com sua equipe se esperará que também seja feita a análise das seis novas máquinas e do pen drive antes de marcar os depoimentos. Enquanto a perícia não é concluída e os envolvidos não são interrogados, o delegado se debruça em outros dados do caso, como a análise das imagens das câmeras de segurança montadas no corredor do quarto andar do Palácio do Planalto, onde fica a Casa Civil e onde os seis servidores designados para formatar as planilhas do dossiê trabalhavam.   O delegado investiga a suspeita levantada pela própria ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de que uma pessoa de fora do Palácio do Planalto entrou na sala reservada para a montagem do banco de dados, pegou o dossiê e divulgou os dados sigilosos.   O material poderá mostrar ainda se um servidor de outra área da Casa Civil, inclusive um funcionário graduado, entrou na sala reservada para a montagem do dossiê. Caso haja essa identificação, esse funcionário poderá entrar na lista de suspeitos pelo vazamento.  

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