PF recebeu documentos "importantes" sobre contrato da Gtech

A Polícia Federal recebeu uma vasta documentação que poderá esclarecer a renegociação do contrato entre a Caixa Econômica Federal e a empresa Gtech para fornecimento de equipamentos para loterias, ocorrida em abril do ano passado. O material foi entregue pelo ex-vice-presidente de Logística da Caixa, Mário Haag, que prestou depoimento hoje à PF, no inquérito que apura as ligações do ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz, e o bicheiro Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A PF mantém as informações de Haag em sigilo, já que amanhã ouvirá Marcelo Rovai e Antônio Carlos Lino Rocha, ex-executivos da empresa que chegaram a se reunir com Diniz e Cachoeira para tratar sobre o contrato, antes de sua assinatura. O contrato da Caixa com a Gtech é mais uma linha de apuração que está sendo feita pelo delegado Antônio César Nunes, que investiga as ações de Waldomiro Diniz já dentro do governo. Fontes da PF confirmaram que, apesar de afirmar que não conhecia pessoalmente o ex-assessor palaciano, Haag deu diversos indícios que podem levar a polícia à possíveis irregularidades que tenham ocorrido nas negociações. "Foi um depoimento muito esclarecedor para o processo de apuração. Ele (Haag) entregou relatórios, pareceres e outros documentos importantes", afirmou o delegado.Além de Haag, o jornalista Mino Pedrosa deveria depor na tarde de ontem, mas não compareceu à superintendência da Polícia Federal, onde foi esperado até às 18 horas. "Expedimos nova intimação e se ele não comparecer, será conduzido coercitivamente", afirmou César Nunes. A PF quer saber as relações de Pedrosa com Cachoeira, a quem prestou consultoria durante o período em que a fita com Diniz foi gravada.

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