PF realiza buscas na sede do banco de Dantas no Rio

Ação da PF foi mencionada nesta tarde por deputados na CPI dos Grampos durante depoimento de Protógenes

Rita Cirne, da Central de Notícias, Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

08 de abril de 2009 | 15h41

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira, 8, o cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede do banco Opportunity, de Daniel Dantas, no Rio de Janeiro. Anteriormente, a PF havia informado que cumpriria mandados em São Paulo, o que acabou não sendo confirmado. Os mandados foram expedidos pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo .

 

De acordo com os agentes, a ação policial seria um desdobramento da Operação Satiagraha. A operação têm como objetivo a apreensão de livros fiscais de registro obrigatório da contabilidade dessas empresas.

 

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Segundo a assessoria de imprensa da PF, os detalhes da busca serão divulgados ainda nesta quarta. A ação da PF foi mencionada nesta tarde por deputados na CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados durante o depoimento do delegado da PF Protógenes Queiroz, que comandou a Satiagraha e levou Dantas à prisão.

 

Amparado por um habeas corpus do STF, Protógenes se recusou a responder às dúvidas sobre as supostas irregularidades da operação. Ele não confirmou a participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nem se o juiz Fausto De Sanctis e o procurador da República Rodrigo De Grandis tinham conhecimento da atuação da Abin.

 

Ao ser questionado se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi investigado, ele respondeu com um não categórico, mas sobre a investigação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se recusou a responder e ficou em silêncio. 

 

Em depoimento no Ministério Público Federal (MPF) pela primeira vez, o delegado disse que tanto De Sanctis quanto De Grandis sabiam da atuação da Abin. O próprio, porém, se apressou em corrigir seu depoimento por três vezes e, na última, no mês passado, negou que o juiz e o procurador sabiam do envolvimento da agência.

 

É o segundo depoimento dele à comissão. No ano passado, ele assegurou aos parlamentares que a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação foi informal. A declaração do delegado é considerada inverídica pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que já defendeu publicamente o indiciamento de Protógenes por ter faltado com a verdade.

 

Texto ampliado às 16h18

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