PF proíbe porta-voz das Farc de falar no Fórum

A Polícia Federal proibiu o ex-padre Olivério Medina, porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), de falar em público no Fórum Social Mundial. A alegação é de que Medina está impedido de participar de atividades políticas no Brasil. Em setembro do ano passado, ele foi preso em Foz do Iguaçu sob acusação de estada ilegal no País. A proibição obrigou o deputado Renato Simões (PT), coordenador de um debate que teria a participação de Medina, a substituir o porta-voz das Farc, na última hora, por Javier Cifuentes, que integra a comissão político-diplomática do grupo guerrilheiro. Intitulado "Direitos Humanos e Soberania Nacional na América Latina", o debate será realizado neste sábado na Pontifícia Universidade Católica (PUC). "Esse ato da Polícia Federal é uma censura ao Fórum Social", criticou Renato Simões. Segundo ele, Medina trataria da questão da violação dos direitos humanos na Colômbia e dos assassinatos políticos. O debate vai abordar o Plano Colômbia. "Vamos discutir a ingerência dos Estados Unidos na região amazônica, a pretexto de combate ao narcotráfico", concluiu o deputado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.