PF prende suposto sócio Cachoeira por ameaças

A Policia Federal prendeu nesta sexta, pela manhã, Adriano Aprígio de Souza, sob acusação de ameaçar, por meio de mensagem via e-mail, a procuradora da República, Léia Batista de Oliveira, que investiga a máfia dos caça-níqueis em Goiás.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

06 de julho de 2012 | 16h21

No processo, conhecido por Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, os procuradores Léia Batista e Daniel Salgado denunciaram 81 pessoas por crime de sonegação fiscal, peculato, violação de sigilo e formação de quadrilha.

De acordo com a PF, uma das três mensagens ameaçadoras, que foram recebidas pela procuradora, partiu da casa de Adriano em Anápolis, no interior de Goiás.

Adriano de Souza é ex-cunhado de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como chefe da Máfia dos caça-níqueis, e que está preso desde o mês de fevereiro.

O ex-cunhado é apontado como sócio oculto de Cachoeira na farmacêutica Vitapan, com sede em Anápolis. A empresa, de acordo com a denúncia da Polícia, teria sido empregada na lavagem de dinheiro.

O delegado Raul Alexandre, da PF, afirmou que Adriano Aprígio de Souza ficará preso por um prazo de 10 dias, por ameaça e coação à procuradora. Explicou, ainda, que poderá sair antes, a partir de habeas corpus (HC). Ou, ver o prazo de prisão ampliado, a partir dos novos rumos das investigações.

"Rastreamos os e-mails e assim chegamos até o apartamento do Adriano", ressaltou o delegado. "Lá, além de efetuar a prisão também apreendemos um computador".

Raul Alexandre afirmou, ainda, que a procuradora vem recebendo proteção policial e foi cercada por outras medidas de segurança.

Comentou o delegado, Raul Alexandre, que as mensagens começaram a ser recebidas pela procuradora no dia 13 de junho. Eram todas ofensivas, ameaçadores, e empregaram "palavras de baixo calão", disse ele. O primeiro e-mail disse, entre outras coisas: "Não sou burro, sei que serei identificado, mas vou provar que sou inocente, que sou trabalhador e vítima ao ser equiparado aos demais denunciados"

No segundo, dia 23 de junho, o autor frisou: "Sua vadia ainda vamos te pegar. Cuidado, você e sua família correm perigo"

O teor e a data do terceiro e-mail não foram informados. Porém, o delegado da PF garante que pelo menos um dos três e-mails foi enviado a partir do apartamento onde mora Adriano Aprígio, em Anápolis, distante 64 quilômetros de Goiânia (GO).

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