PF prende quadrilha de falsificadores de leite em pó

A Polícia Federal prendeu no final de semana uma quadrilha de falsificadores de leite em pó, formada por 13 pessoas, que atuava em várias cidades de Pernambuco. O grupo participava de várias licitações em diversas cidades nordestinas para vender o produto para a merenda escolar. Durante a operação, batizada de "Soro", a PF também apreendeu 110 toneladas de leite adulterado, além de milhares de rótulos que seriam usados nas embalagens. Um agente da PF e um advogado que repassavam informações sobre as investigações também foram presos.As investigações foram iniciadas em abril do ano passado, quando a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura detectou um grande lote de leite em pó falsificado na região Nordeste. Com base em informações do serviço de inteligência, a PF chegou ao empresário Antônio Carlos Medeiros Alves, conhecido por Toninho, que montou diversos laticínios clandestinos no interior de Pernambuco. "A quadrilha adicionava quantidades excessivas de maltodextrina e soro no leite produzido", afirmou o superintendente da PF no Estado, Wilson Salles Damázio. "Com isso, o leite diminuía sobremaneira o seu teor nutritivo ou até mesmo tornava-se impróprio para o consumo humano."A quadrilha chegou a fazer grandes vendas a distribuidoras e supermercados na periferia de várias cidades. O produto adulterado recebia rótulos falsificados de marcas nacionais, que eram produzidas em diversas gráficas de Recife em grande quantidade. Mas o grande negócio pretendido pelo grupo, segundo a Polícia Federal, era comercializar o produto com prefeituras, por meio de licitações. Documentos apreendidos mostram que a quadrilha estava participando de licitações para fornecimento de leite em pó para as escolas. Na operação, 13 pessoas foram presas em Pernambuco, Bahia, Sergipe e Ceará. Entre eles estava o agente federal Reynaldo José Ramos, acusado de fornecer informações sobre o andamento das investigações para a quadrilha. Além disso, foram realizadas buscas e apreensões em nove empresas, a maior parte laticínios e gráficas e apreendidos três carros, dois caminhões, diversos computadores e armas.

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