PF prende prefeito em PE por desvio de verbas da saúde

Operação Gestão Plena cumpre seis mandados de prisão temporária e outros 17 de busca e apreensão

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

17 de junho de 2008 | 10h02

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira, 17, a Operação Gestão Plena em sete municípios do interior de Pernambuco. O objetivo é desarticular uma organização suspeita de desviar verbas públicas que vinham do Ministério da Saúde para a Secretaria de Saúde do Estado. Participaram da ação 70 policiais federais no cumprimento de seis mandados de prisão temporária e outros 17 de busca e apreensão. Segundo a PF, todos os mandados de prisão já foram cumpridos. Entre os detidos está o prefeito do município de Toritama, no Agreste do Estado, José Marcelo Marques de Andrade e Silva.   Veja também:  As ações da Polícia Federal no governo Lula   Além dele, foram presos dois secretários, um advogado e dois ex-funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Saúde. As investigações revelaram que o golpe se dava por meio do repasse de informações pelas prefeituras dos serviços prestados para a Secretaria Estadual de Saúde através do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e do Sistema de Informação Hospitalar Descentralizada (SIHD), onde são compilados todos os dados para análise do órgão estadual.   Um funcionário terceirizado seria o responsável por importar os valores para o Sistema de Gerenciamento de Informações Financeiras (SGIF), que geraria os créditos superfaturados para os pagamentos realizados através de transferências bancárias para a Prefeitura de Toritama, com o apoio de dois funcionários da própria Secretaria de Saúde do Estado.   De posse do dinheiro, integrantes do executivo municipal de Toritama dividiriam o lucro da ação. Os dois servidores da Secretaria de Saúde pernambucana já foram demitidos.   Além de Toritama, os municípios de Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, João Alfredo, São José do Egito, Tamandaré e Teresinha também praticaram irregularidades nos valores pagos através das prestações de contas. A fraude foi descoberta através de auditoria na Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.   Os detidos serão indiciados por formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema de informação e peculato. Já o prefeito de Toritama, além de responder por esses crimes, também poderá ser indiciado por apropriação de bens ou rendas públicas ou ainda desvio em proveito próprio ou alheio. As penas podem chegar a mais de 30 anos de reclusão.

Tudo o que sabemos sobre:
Operação Gestão PlenaPF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.