PF prende oito policiais que manipulavam inquéritos

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira oito delegados, dois deles ex-superintendentes da PF no Rio, sete advogados e dois empresários. Eles são acusados de afrouxamento de inquéritos para facilitar a não punição de empresários denunciados. Segundo a assessoria da polícia, a Operação Cerol, teve o objetivo desarticular uma quadrilha que praticava crimes fazendários e previdenciários, segundo a assessoria de imprensa da polícia. Os 17 presos são acusados de afrouxamento de inquéritos para facilitar a não punição de empresários denunciados. A operação teve início às 6 horas da manhã, com a participação de 240 agentes de quatro Estados que, além dos 17 mandados de prisão, fizeram buscas e apreensões em 43 endereços diferentes.Os agentes federais passaram a noite de quinta para sexta em uma unidade da Marinha, onde tiveram uma reunião com o diretor-executivo da PF, Zulmar Pimentel, que supervisionou toda a investigação durante um ano e dois meses.A investigação foi feita com base em escuta telefônica, a partir de denúncias à Justiça feitas por um agente da própria PF, Heródoto Dorta, réu em outros processos, que optou pela delação premiada.Suas informações já tinham ajudado na Operação Planador, que investigou emissões de passaportes falsos para imigrações ilegais para os Estados Unidos.PRESOS NA OPERAÇÃO CEROLPoliciais Federais1) José Milton Rodrigues (delegado, ex-superintendente da PF-RJ);2) Jairo Helvécio Kullmann (delegado, ex-superintendente da PF-RJ);3) Daniel Leite Brandão (delegado, Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros/Delefin);4) Mauro de Miranda Montenegro (delegado, chefe da Delegacia Especial no Aeroporto Internacional Tom Jobim/DEAIN);5) Jorge Maurício Mendes de Almeida (delegado);6) Paulo Sergio Vieira Cavalcante Mendes Baltazar (delegado, Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros/Delefin);7) Antonio Xavier Mendes (agente);8) Álvaro Andrade da Silva (escrivão);Advogados1) Monclair Eugênio Gama (elo mais importante no escritório de Michel Assef, cujos clientes eram os principais beneficiados);2) Tarcísio de Figueiredo Pelúcio (aliciava policiais federais);3) Clovis Mauricio Alves Pfaltzgraff;4) Mário Jorge Campos Rodrigues;5) Mário Roberto Affonso de Almeida;6) Patrícia Esteves de Pinho;7) Paulo Henrique Vilela Pedras (dono da Cervejaria Petrópolis);Empresários1) Jorge Antônio Duarte Delduque (empresa de vigilância VIGBAN);2) Renato Paula de Almeida (empresa de vigilância VIGBAN)Este texto foi alterado para correção da informação: ao contrário do informado, o delegado Roberto Prel, ex-vice-superintendente da PF e representante da Interpol no Brasil, não está entre os presos na operação

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