PF prende ex-deputado Lino Rossi acusado na sanguessuga

Rossi deixou de comparecer a audiências e é acusado de obstruir as investigações e ameaçar testemunhas

Vannildo Mendes, do Estadão,

13 de agosto de 2007 | 17h33

O ex-deputado federal Lino Rossi (PP-MT), acusado de ter sido o operador da chamada máfia das ambulâncias dentro do Congresso, foi preso nesta segunda-feira, 13, pela Polícia Federal (PF), no Aeroporto Internacional de Brasília, quando tentava embarcar para Guarulhos (SP). Rossi foi indiciado pelo Ministério Público acusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.       A ordem de sua prisão foi expedida pelo juiz da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, Jefferson Schneider, responsável pelo processo contra os envolvidos na máfia, que desviava recursos do Orçamento da União que eram usados na compra superfaturada de ambulâncias que depois eram revendidas a prefeituras. O esquema foi investigado no Congresso pela chamada CPI dos Sanguessugas.Lino Rossi, segundo as investigações da Polícia Federal, teria recebido da máfia R$ 3 milhões em propinas. No Congresso, ele teria sido quem cooptava parlamentares para que apresentassem emendas para liberação de recursos destinados à compra de ambulâncias por prefeituras. A máfia, desmantelada pela PF no ano passado, era comandada pelos empresários Vedoin, pai e filho, que tinham seu quartel-general em Cuiabá (Mato Grosso).       Mais de 80 pessoas foram indiciadas, entre as quais cerca de 40 parlamentares, por participação no esquema. Lino Rossi foi preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e deve ser transferido para a PF de Cuiabá, onde ficará à disposição da Justiça. Rossi deixou de comparecer a audiências convocadas pela Justiça e é acusado também de obstruir as investigações e ameaçar testemunhas.

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