Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

PF prende assessor e ex-coordenador de campanha do ministro do Turismo

Mateus Von Rondon e Roberto Silva Soares foram presos nesta quinta, 27; PSL vê operação 'seletiva' para atingir Bolsonaro

Leonardo Augusto e Vianey Bentes, Especiais para o Estado

27 de junho de 2019 | 08h58

BELO HORIZONTE - A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje, 27, Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL), em operação que investiga um suposto esquema de candidaturas laranjas pelo partido nas eleições do ano passado em Minas Gerais. Marcelo Álvaro Antonio era presidente da legenda no Estado à época. A prisão ocorreu em Brasília. 

Em Minas, a Polícia Federal também prendeu Roberto Silva Soares.  Robertinho, como é conhecido, foi preso em Ipatinga, Região Leste de Minas Gerais. De acordo com as investigações, ele atuava como coordenador da campanha de Marcelo Álvaro a deputado federal.  A operação foi batizada de Sufrágio Ostentação. As candidaturas laranja teriam sido de mulheres. O objetivo, ainda segundo as investigações, seria o de acessar fundos eleitorais e utilizar os recursos para pagamento de despesas de outras candidaturas. 

O PSL vê a investigação como "seletiva" para atingir Bolsonaro. "Todos os partidos políticos do Brasil tiveram candidatas cujo resultado nas urnas foi aquém da expectativa", diz o partido em nota. "Só podemos classificar essa como uma investigação seletiva, com o objetivo de atingir o partido ao qual o Presidente da República é filiado, embora ele não tenha nada a ver com isso. Todas as contas de campanha do PSL foram aprovadas pelo TSE e tudo foi feito dentro da legalidade."

O Ministério do Turismo emitiu uma nota sobre o caso, citando a prisão de Mateus. " É importante esclarecer que não há qualquer relação entre a investigação da Polícia Federal e as funções desempenhadas pelo assessor especial Mateus Von Rondon no Ministério do Turismo. O órgão aguarda mais informações para se pronunciar sobre o caso."

NO JAPÃO

Em Osaka, no Japão, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, disse não ter conhecimento da operação. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro também não deve ter recebido informação sobre o assunto até o momento. “Nem sabia. Foi agora? (Bolsonaro) Nem sabe, garanto que ele não sabe”, disse.

O ministro falou com jornalistas por volta das 21h em Osaka, no Japão – 9h no horário de Brasília -, quando Bolsonaro já havia subido de volta de um jantar para o quarto do hotel onde está hospedado para os compromissos do encontro do G-20. / COLABORARAM BEATRIZ BULLA E CÉLIA FROUFE, ENVIADAS ESPECIAIS A OSAKA, JAPÃO

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