PF prende agente envolvida no esquema de pensões

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje a agente administrativa Terezinha do Carmo Araújo, apontada como uma das mentoras do esquema de pensões fraudulentas montado no Ministério da Fazenda em São Paulo. Segundo a PF, Terezinha administrava um grupo de 51 pensionistas fantasmas - que não têm parentesco com servidores, mas recebiam os benefícios, a título de pensão. Cada beneficiário ganhava, em média, R$ 7.500,00. A PF calcula que a União depositou R$ 32,4 milhões, nos últimos sete anos, em favor do grupo gerenciado por Terezinha.Funcionária da Delegacia de Administração do ministério desde 1987, Terezinha foi detida ao se apresentar para depor na Delegacia de Repressão e Prevenção a Crimes Previdenciários da PF. Ela não sabia que a prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça Federal. Na casa dela, na zona sul de São Paulo, os federais apreenderam cópias de 40 processos relativos aos benefícios e contracheques de pensionistas. Também foram encontradas faturas de cartões de crédito em nome de Terezinha, com valores de débito até dez vezes superiores aos vencimentos dela.O delegado Gilberto Tadeu Vieira Cézar informou que a servidora confessou que cuidava de "apenas 11" pensionistas - uma delas ganhava R$ 11 mil mensais. Terezinha incluía os nomes dos favorecidos no programa de benefícios do Ministério da Fazenda. Para Cézar, "pode ter havido negligência dos superiores dos funcionários envolvidos com a fraude". O advogado Vital Alberto Rodrigues Almeida, que defende Terezinha, disse que "as acusações não correspondem à realidade". Outro advogado da acusada, Eduardo de Campos Melo, afirmou que "tudo são falácias".

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