PF prende 6 por extorsão contra ONGs em São Paulo

A Polícia Federal deflagrou a Operação Vigília e desmontou organização que extorquia dinheiro de entidades beneficentes e núcleos de assistência a crianças excepcionais - contempladas pela Justiça com valores repassados por réus em ações sobre fraudes contra o Tesouro. A PF prendeu seis suspeitos de intimidar dirigentes das ONGs identificando-se como autoridades do Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União, da Vigilância Sanitária, Receita e PF.

Fausto Macedo, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Até a Operação Satiagraha inspirou os golpistas no assédio às associações filantrópicas. Alegavam que haviam participado da missão. O grupo exigia "contribuições". O líder se apresentava como Adriano Prudente de Moraes, "da Procuradoria Federal". Dizia que o dinheiro era para o caixa de associações de classe e para uma rede de veículos de comunicação inexistente. A PF ainda não apurou o montante arrecadado pela organização. Uma ONG alertou o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal.

Há dois anos, após acordo com acusados dispostos a colaborar com a Justiça, ele pôs em prática meta antiga - amparo a desassistidos - e destinou R$ 5 milhões a 15 entidades. Os recursos foram depositados pelos acusados que fizeram delação premiada como forma de reparação ao erário. ONGs começaram a sofrer assédio intenso do grupo. Algumas vítimas pediam tempo "para pensar". Outras cederam.

A Operação Vigília monitorou a organização por meio de interceptação telefônica. A PF requereu bloqueio de contas e a quebra do sigilo bancário dos alvos para mapear quanto o grupo amealhou.

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