PF prende 28 por fraude em licitações no Norte do País

A Polícia Federal prendeu 28 pessoas nesta sexta-feira acusadas de pertencer a quadrilha especializada em fraudar licitações de alimentos. As prisões foram feitas durante a Operação Saúva, realizada em seis estados do país. Foram presos uma pessoa no Distrito Federal, uma no Rio e Janeiro, uma no Ceará, uma em São Paulo e uma no Rio Grande do Norte. As outras 23 pessoas foram detidas no Amazonas. Em Rondônia, serão cumpridos apenas mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, as irregularidades envolviam principalmente o governo do Amazonas e militares do Exército. A Polícia Federal está agindo em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Devem ser cumpridos 47 mandados de busca e apreensão e 33 de prisão. Segundo a assessoria de imprensa da Receita Federal, a estimativa é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 53 milhões somente no ano passado. De acordo ainda com a assessoria, o principal foco de investigação foi a ação de quatro grandes grupos empresariais. Eles se juntavam para oferecer produtos, principalmente alimentícios, a órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal. A investigação revelou que os envolvidos criavam empresas ou para participar diretamente das licitações públicas ou para compor o processo licitatório como coadjuvantes na formação de número de concorrentes. Foram criadas cerca de 30 empresas beneficiadas em processos licitatórios. Dessas, 19 movimentaram cerca de R$ 354 milhões nos últimos seis anos, mas declararam à Receita Federal apenas R$ 27,7 milhões referentes ao mesmo período. Colaboraram com as fraudes duas lobistas para cooptação, tráfico de influência e corrupção de servidores públicos. Já foram apreendidos documentos que indicam a prática de crimes contra a ordem tributária, como sonegação fiscal, falsidade ideológica, contra o sistema financeiro, contra a administração pública e lavagem de dinheiro. À tarde, representantes da Receita e da PF darão entrevista sobre a operação em Manaus.O nome da operação, segundo a PF, foi escolhido por ser a saúva , uma formiga de alto poder de destruição. "Vamos dizimar a saúva rainha para acabar com o formigueiro" disse Pinto.

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