PF prende 14 por fraudes em Campos; prefeito é suspeito

Esquema da prefeitura lucrava com contratações ilegais por meio das fundações e superfaturamentos

Agência Brasil

11 de março de 2008 | 15h09

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira, 11, 14 pessoas acusadas de fraudes em licitações e contratações de funcionários para prefeitura de Campos (RJ). Ainda estão foragidas duas empresárias. Entre os presos, estão o procurador-geral do município, Alex Pereira Campos, o secretário de Obras, José Luis Maciel, o secretário de Desenvolvimento, Edílson de Oliveira, além de funcionários do segundo escalão e seis empresários. O prefeito da cidade, Alexandre Mocaiber, também está entre os suspeitos e teve a casa vasculhada.  Segundo o superintendente da PF no Rio, Valtinho Jacinto Caetano, o esquema lucrava com contratações ilegais por meio das fundações filantrópicas Cruz Vermelha e José Pelúcio e com o superfaturamento de shows realizados pela prefeitura. "Em vez da licitação, a contratação de servidores terceirizados era feita por uma dessas organizações. Era feita com isenção de tributos, e ainda com salários superfaturados, divididos pelas pessoas de conduta criminosa", explicou Jacinto.  De acordo com a PF, desde o início do ano passado, a prefeitura teria contratado para cargos administrativos cerca de 20 mil funcionários e ainda superfaturado 70 shows, totalizando um prejuízo de R$ 240 milhões. Há oito meses a polícia investiga as fraudes, que teriam começado no ano passado, com o suposto conhecimento de Alexandre Mocaiber, prefeito de Campos - município com a maior arrecadação no Rio. "(Ele) Certamente saberia. O prefeito está na investigação, em razão do foro privilegiado será levado ao Tribunal (de Justiça)", explicou o superintendente. Na casa de Mocaiber, a polícia apreendeu documentos nesta terça pela manhã. Ainda de acordo com a polícia, o empresário Ricardo Luiz Paranhos de Macedo, era "o cabeça do esquema" e repartia o lucro entre a quadrilha. Ele não foi encontrado pela reportagem para comentar a acusação.  Na operação, batizada como Telhado de Vidro, a PF apreendeu também sete automóveis de luxo e R$ 100 mil em espécie. Um avião de pequeno porte também está entre os bens procurados para apreensão.

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