PF prende 13 por crimes ambientais em Santa Catarina

Ação faz parte da Operação Dríade, que aponta concessão irregular de licenças ambientais em quatro cidades

da Redação,

17 de setembro de 2008 | 09h31

Treze pessoas já foram presas na manhã desta quarta-feira, 17, acusadas de prática de crimes contra o meio ambiente, contra a Administração Pública e contra a lei de parcelamento do solo urbano. Cerca de 170 policiais federais devem cumprir 14 mandados de prisão e 38 mandados de busca e apreensão nas cidades catarinenses de Biguaçu, Tijucas, Paulo Lopes e Florianópolis e em São Paulo. A ação faz parte da Operação Dríade, da Polícia federal, que tem como objetivo desarticular organizações criminosas atuantes no município de Biguaçu, especializadas na prática de crimes contra o meio ambiente. Tais crimes têm sido praticados por empresários em conluio com servidores públicos municipais e estaduais, inclusive aqueles com atribuições para licenciar e fiscalizar as atividades.  A investigação levanta a suspeita de que servidores da Fundação do Meio Ambiente (FATMA) estariam emitindo licenças ambientais irregulares. As áreas territoriais afetadas, segundo a PF, são terrenos de Marinha ou situam-se nas proximidades de Unidades de Conservação Federal. Empresas investigadas A empresa Proactiva, com sede em São Paulo e que atua no local com o auxílio das subcontratadas Armiplan, Coberlix e Anacon em Florianópolis e Biguaçu, é a responsável pela administração do aterro sanitário de Biguaçu, para onde são encaminhados os dejetos, incluindo os de natureza doméstica e hospitalar, de aproximadamente 30 municípios, dentre os quais Florianópolis e São José. As investigações dão conta de que o lixo está sendo tratado de forma inadequada, causando a poluição dos rios da região e possivelmente causando dano a baía norte do município de Governador Celso Ramos. Há a suspeita de que servidores públicos da FATMA e da Secretaria do Meio Ambiente em Biguaçu tenham se omitido criminosamente em seu dever de fiscalização.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.