PF pede reforço para eleição no Rio;TRE define força-tarefa 4ª

Presidente do TRE volta a dizer que não descarta tropas para eleições, mas diz que vai conversar com TSE

REUTERS

29 Julho 2008 | 19h12

A Polícia Federal solicitou reforço no efetivo para investigar e combater a ingerência do tráfico de drogas e de milícias no processo eleitoral do Rio de Janeiro. A Justiça eleitoral ainda analisa a possibilidade da ajuda de tropas federais para garantir a isonomia entre os candidatos que participam das eleições na cidade.  "Não descartamos a vinda das tropas, mas não acho necessário. Vamos ouvir o que o TSE tem a nos oferecer", disse Roberto Wider, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais Na quarta-feira, Wider se encontra, em Brasília, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, com o objetivo de definir a criação de uma força-tarefa integrada pela PF e pela Força Nacional de Segurança Pública para atuar na campanha eleitoral do Rio. O ministro da Justiça, Tarso Genro, também vai participar. "Não existe um estado de exceção no Rio de Janeiro, mas há irregularidades. Não se trata de encher o Rio de um exército de policiais. Meu 'feeling' é que vai ser a eleição mais bonita dos últimos tempos no Rio", acrescentou Wider. Nesta terça-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, se reuniu com o superintendente da PF do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, além do presidente do TRE. Decidiram criar um grupo de trabalho para investigar e atuar contra os traficantes e as milícias que atuam nas favelas cariocas e impedem que candidatos façam campanha eleitoral nessas comunidades. Traficantes e milícias apóiam candidatos para tentar ter representação política e procuram obstruir a presença de outros candidatos em suas áreas de atuação. Jacinto Caetano informou que o reforço de agentes chegará nos próximos dias à cidade para atuar nas investigações dessa prática. "Recebemos várias denúncias e já há diversos candidatos a vereador e a prefeito sendo investigados pela PF", disse o superintendente, sem citar nomes e qual a quantidade do efetivo solicitado. Na último sábado, jornalistas foram ameaçados por homens armados na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio, enquanto acompanhavam o candidato Marcelo Crivella (PRB), líder nas pesquisas. O TRE tem recebido denúncias de candidatos que estão sendo impedidos de fazer campanha em favelas por determinação de traficantes e milicianos.

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