PF pede quebra do sigilo dos telefones do Waldomiro no Planalto

A Polícia Federal pediu à Justiça de Brasília a quebra de sigilo nos telefones do Palácio do Planalto que eram usados pelo ex-assessor da casa Civil Waldomiro Diniz. A decisão foi reforçada com a divulgação do relatório da sindicância aberta pelo governo, que descobriu agendas confirmando reuniões de Diniz com executivos da Caixa Econômica Federal. Para a PF, o documento mostra fortes indícios de que o ex-assessor palaciano operava diretamente de seu gabinete. Investigadores que trabalham no caso confirmaram que, caso haja necessidade, poderão quebra os sigilos telefônicos de funcionários da Caixa que tiveram contatos frequentes com Diniz. O resultado da sindicância feita pelo Palácio do Planalto vai ser incluído no inquérito aberto pela Polícia Federal, que poderá apressar o indiciamento de Waldomiro Diniz por improbidade administrativa e tráfico de influências, corrupção passiva e concussão - extorsão praticada por funcionário público - já que adianta parte da investigação. Mesmo assim, a PF encaminhou aos ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, documento solicitando um relatório sobre todas as atividades exercidas pelo ex-assessor durante o atual governo, além de cópias de todos os procedimentos realizados por Diniz em sua passagem pelo Palácio do Planalto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.