PF: novo inquérito sobre compra de votos

A Polícia Federal instaurou hoje no Acre um novo inquérito para apurar denúncias de compra de votos para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997. A partir da próxima semana vários acusados serão intimados a depor. A PF vai interrogar os ex-deputados Osmir Lima (PFL), João Maia (ex-PFL), Ronivon Santiago (ex-PFL) e Chicão Brígido (PMDB), acusados de vender os votos por R$ 200 mil, cada um, em favor da emenda constitucional 16/97, que permitiu a reeleição do presidente. A abertura do inquérito foi requisitada à PF pelo Ministério Público Federal no último dia 11.A PF intimará ainda o governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), a deputada Zila Bezerra (PFL-AC), o ex-governador do Acre, Orleir Cameli (sem partido), o irmão dele, Eládio Messias Cameli, e o empresário Narciso Mendes de Assis. O Ministério Público Federal no Acre, que pediu a reabertura do caso, tem indícios de que Mendes seria o "senhor X", responsável pelas gravações das conversas com o ex-deputados. A abertura do inquérito foi confirmada hoje pelo superintendente da PF no Acre Ney Ferreira de Souza.O procurador da República no Acre Marcus Vinicius Aguiar Macedo disse que o inquérito tem o objetivo de apurar o envolvimento de cada um dos acusados na compra de votos. Nas conversas gravadas pelo "senhor X" com Ronivon Santiago, e divulgadas em maio de 1997 pela "Folha de S. Paulo", o ex-governador do Acre e o irmão dele, Eládio, aparecem como responsáveis pelo pagamento da suposta compra de votos.

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