PF não faz invetigação séria para punir milícias, acusa MST

O coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), Gilmar Mauro, disse que "não há uma investigação séria" por parte da Polícia Federal para identificar e punir milícias criadas por fazendeiros no País. "Acho que até este momento não há uma investigação séria, apesar das várias denúncias por todo o Brasil", disse Gilmar Mauro, após encontro como procurador-geral da República, Cláudio Lemos Fontelles. Segundo o dirigente do MST o problema é antigo e nos últimos 20 anos mais de 1.500 trabalhadores rurais foram assassinados, sem julgamento, na maioria dos casos, dos mandantes e pistoleiros. "Não é um problema deste governo. Tem que haver uma punição para que isso não volte a ocorrer", disse. Para Gilmar, a falta de uma investigação séria sobre a violência no campo favorece a impunidade no País. "Uma investigação séria significa averiguar os crimes do latifúndio. Significa efetivamente dizer que quem é violento neste país não são os trabalhadores rurais, que lutam pela reforma agrária, mas o latifúndio, que gera miséria e violência, e os latifundiários que se armam ao arrepio da lei e assassinam trabalhadores neste país, infelizmente sem a punição na Justiça", disse. O procurador-geral, Cláudio Fontelles, disse que o Minitério Público já trabalha em parceria com a Polícia Federal e que os casos são analisados à medida em que surgem denúncias. "Fiz ver à coordenação do MST que os fatos devem ser investigados com tranquilidade. Investigação não é novela para criar emoções, de 24 em 24 horas", disse o procurador. Segundo Fontelles, a formarção de milícias, quando se restringe a um único estado deve ser investigada pelo Ministério Público e a polícia estaduais; ou seja, o Ministério Público e a Polícia Federal entram em cena se for identificada uma atuação de milícias interestadual.

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