PF não é polícia política e investiga crimes, diz Tarso

À rádio, ministro rebate críticas da oposição de que a PF não teria isenção para investigar dossiê FHC

WÁLMARO PAZ, Agencia Estado

08 de abril de 2008 | 09h58

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira, 8, em entrevista à Rádio Gaúcha, que se a Polícia Federal (PF) "for transformada em uma polícia política, terá de investigar indicações em abstrato de todos os lados". "Essa é uma característica dos regimes totalitários", disse.O ministro, que confirmou que a PF investigará somente o vazamento de dados sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e não quem foi o responsável pelo levantamento dessas informações, fez a afirmação em reação às críticas da oposição, de que a PF não teria isenção para conduzir esse tipo de investigação.Tarso afirma que a PF não é polícia política e, portanto, não teria por que investigar o senador Álvaro Dias (PSDB), que admite ter visto o suposto dossiê e vem sendo pressionado pela base aliada a contar como teve acesso ao suposto dossiê. O ministro concluiu a entrevista afirmando que a polícia deverá investigar um tipo de crime: o roubo de informações. "O resto é debate político e assim deve prosseguir", finalizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.