PF não apura denúncia de garota morta por cacique

Os policiais federais que estão em Espigão D´Oeste, a 540 km de Porto Velho (RO), ainda não receberam nenhuma determinação para apurar o caso da menina de 12 anos que teria sido morta pelo cacique Ita Cinta Larga. Ele pensou que a garota tinha engolido um diamante. Os agentes apenas sobrevoam a reserva, porque temem um confronto com os índios.Os agentes da PF são hostilizados em Espigão. Os garimpeiros alegam que eles demoram a agir. Agnelino de Arruda, de 43 anos, é um dos que confirmaram o assassinato da menina. "Se a polícia tivesse entrado logo na reserva, muitos garimpeiros ainda poderiam estar vivos. Nem mesmo foram retirar os corpos antes da decomposição, por isso muitos não foram reconhecidos", disse.O delegado da PF Mauro Spósito, encarregado de apurar o massacre de 29 garimpeiros por cintas-largas no último dia 7, disse que o objetivo agora é paralisar a extração de diamantes. "Com ajuda do Exército e de outras instituições foi possível montar barreiras para impedir a entrada de combustível e a saída de pedras da área. Hoje ainda há 35 garimpeiros trabalhando na reserva", informou.Spósito disse, ainda, que a PF pediu à Justiça Federal decreto da prisão preventiva de 12 índios cintas-largas acusados de matar garimpeiros. Os principais suspeitos de comandar a chacina são os caciques Pio Cinta Larga e Daniel Cinta Larga. Eles andam de camionete cabine dupla e têm mansões em Cacoal, a 500 km de Porto Velho.

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