PF mantinha principais alvos de operação sob vigilância

Pesou na decisão judicial de mandar prender os principais executivos das gigantes da construção o fato de muitos deles realizarem frequentes viagens ao exterior. Entre os alvos citados está o operador do PMDB, Fernando Soares, o Fernando Baiano, que estava fora do País, retornou no dia 24 de outubro e viajou outra vez no dia 27. O despacho judicial destaca noticiário recente indicando que "parte dos investigados teria se refugiado no exterior, temeroso de prisões cautelares".

RICARDO BRANDT E FAUSTO MACEDO, Estadão Conteúdo

14 de novembro de 2014 | 17h57

"Embora esse tipo de notícia deva ser visto com reservas, o fato é que a autoridade (da Polícia Federal) aponta, mediante consulta aos registros de controle de fronteiras da Polícia Federal, que vários dos investigados têm feito frequentes viagens para fora do país desde agosto deste ano e que alguns inclusive não teriam voltado", alerta a Justiça Federal.

Os investigadores da Lava Jato anotaram que no fluxo migratório dos alvos "há diversos deles que têm empreendido viagens constantes ao exterior, como, por exemplo, no caso de Leo Pinheiro, da OAS Engenharia, que tem passado longos períodos no exterior". "Da mesma forma, os executivos da Camargo Corrêa (João Ricardo Auler), Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Pedro Morollo Junior (OAS Engenharia), bem como Sérgio Cunha Mendes, da Mendes Junior Engenharia, que se encontra fora do país desde 14 de outubro de 2014, salvo alguma falha no sistema de registro migratório", aponta a decisão judicial.

Para a Justiça, "é curioso ainda o fato de que muitos dos investigados estiveram fora do país no mês de agosto, em períodos coincidentes". "Comportamento similar tem adotado Fernando Soares, tendo ele, por exemplo, segundo registros de fronteira, ficado fora do país durante todo o mês de outubro, retornando no dia 24 de outubro e deixado novamente o país em 27 de outubro", informa o despacho judicial.

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