PF liga contratos publicitários da BrT a mensalão

A Polícia Federal está convencida de que as agências de publicidade DNA e SMP&B, de Marcos Valério, firmaram contratos sem concorrência no valor de R$ 50 milhões com a Brasil Telecom, e a verba foi desviada para alimentar o esquema do mensalão. O ex-presidente da BrT, Humberto Braz - condenado com o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa - intermediou o negócio. A companhia, à época, estava sob comando do Opportunity.Documentos apreendidos pela Operação Satiagraha que estão sendo periciados por técnicos da PF revelam que tanto DNA como SMP&B ?conquistaram? a conta de R$ 25 milhões ao ano, mais R$ 187,5 mil mensais, da Brasil Telecom sob a única justificativa de ?proporcionar uma opção de qualidade e custo?. De acordo com depoimentos colhidos pelos federais, o material publicitário produzido pelas agências de Valério não foi entregue ou tinha baixa qualidade, o que não justificava os valores contratuais.A relação entre Braz e Valério, considerada suspeita pela PF, é esmiuçada pelos agentes, que cruzaram as informações dos contratos e de outros documentos apreendidos, como a agenda de compromissos do ex-presidente da companhia. O resultado mostra que Braz se reuniu com Valério ou funcionários das agências pelo menos seis vezes entre abril e outubro de 2004. Naquele período, a conta publicitária da Brasil Telecom ainda era de outra agência, a Toró Propaganda.Apenas seis meses depois, em abril de 2005, a companhia dispensou a Toró e assinou com DNA e SMP&B. Os contratos foram firmados pela então presidente da companhia, Carla Cico, e por Luciano José Porto Fernandes, amigo de Humberto Braz, indicado por ele para o cargo de diretor de materiais e serviços. A celebração não contou com a anuência da diretoria de marketing da BrT. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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