PF levanta três hipóteses sobre o grampo no STF, diz Tarso

Segundo ministro, as possibilidades são: alguém fora da Abin, alguém da própria agência ou agente sob coação

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

04 de setembro de 2008 | 18h33

O ministro da Justiça, Tarso Genro,, informou nesta quinta-feira, 4, que a Polícia Federal está trabalhando com três hipóteses sobre quem fez a escuta ilegal do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A primeira possibilidade chamou de terceirização: "uma articulação política de alguém de dentro de alguma instituição que tenha contratado alguém de origem privada para fazer o grampo". Outra é de que alguém da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) "tenha desviado sua conduta de forma irregular e processado esta escuta". A terceira é que "alguém de alguma agência tenha feito algum contato para fora mediante coação, chantagem para criar alguma crise com alguém ou alguma instituição". Veja Também:Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Tarso envia a Lula projeto que aumenta punição a grampo ilegalPF descarta ação institucional da Abin, afirma DemóstenesCPI dos Grampos convoca Jobim e diretores da Abin e PFVeja como foi o depoimento do diretor à CPI Diretor afastado admite que 'maleta' da Abin pode fazer grampo Especial explica a Operação Satiagraha Multimídia: As prisões de Daniel Dantas Lula manda investigar compra de 'maleta de grampo' na AbinCrise acirra disputa entre Polícia Federal e Abin  Tarso também afirmou que é necessário fazer uma perícia sobre o equipamento usado para o grampo "para ver se foi comprado para esse fim ou se foi adaptado por alguém de forma ilegal para fazer escuta clandestina". O ministro citou também que a Abin é originária do antigo Serviço Nacional de Informação (SNI). "Sofreu reforma jurídica, institucional, legal, mas essa transição é lenta", afirmou. Questionado se a Abin carrega um ranço do SNI, Tarso respondeu que "se confirmar o grampo, é bem provável".

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