PF investiga e-mail com ameaças enviado ao STF

A Polícia Federal abriu investigações para descobrir quem foi o autor do e-mail que ameaça de morte os oito ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram a favor do racionamento de energia. O ?Justiceiro do Apagão? prometeu matar todos os ministros, e seus respectivos parentes, que consideraram constitucional o plano de redução do consumo de energia. E ainda ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil para quem ajudá-lo no morticínio.O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal vai rastrear o e-mail para descobrir seu remetente. De acordo com o advogado Marcelo Ribeiro, podem ser identificados, em um primeiro momento, dois crimes tipificados no Código Penal. O primeiro é o crime de ameaça (artigo 147) com pena de um a seis meses de reclusão ou multa. O segundo é o de coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal), com penas de um a quatro anos de reclusão. Esse crime é caracterizado pelo uso de violência, ou grave ameaça, a fim de favorecer a si próprio ou interesses de terceiros, e tentar fazer com que os juízes modifiquem seus votos em um processo.Juridicamente, ameaças feitas através de e-mail têm a mesma validade de cartas ou telefonemas, já havendo, inclusive, jurisprudência quanto à matéria. O e-mail foi enviado ao STF ontem, e afirmava que os ministros odiavam o povo e que compactuavam com as ?chantagens, as chicanas, a infâmia e as perfídias do governo?. O presidente do Supremo, ministro Marco Aurélio de Mello, encaminhou o e-mail, assinado com as letras ?JER?, para o ministro da Justiça, José Gregori, para que tomasse as providências legais. Gregori repassou-o para o diretor da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, para que abrisse as investigações e rastreasse o autor da ameaça de morte.

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