PF investiga doações ilícitas para campanhas políticas

A operação deflagrada na manhã de hoje pela Polícia Federal, intitulada Castelo de Areia, que tem como alvo esquemas de suposta lavagem de dinheiro, fraude em licitações, formação de quadrilha e evasão de divisas envolvendo a construtora Camargo Corrêa, está apurando também suposta contabilidade paralela para doações ilícitas a campanhas políticas.

FAUSTO MACEDO, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 12h38

De acordo com informações da PF, até o final da manhã de hoje já foram cumpridos os dez mandados de prisão contra quatro doleiros - três do Rio de Janeiro e um de São Paulo -, e quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Com um desses doleiros foi apreendido R$ 1 milhão em espécie. Além dos dez mandados de prisão, foram expedidos também 16 mandados de busca. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal de São Paulo.

A Polícia Federal informa também que a quadrilha movimentava dinheiro sem origem lícita aparente, por meio de empresas de fachada e de operações conhecidas como dólar-cabo, que são feitas sem registro no Banco Central, através de depósito em conta brasileira de doleiros que possuem contas no exterior para transferência ao destino final do dinheiro. Se forem somadas, as sentenças pelos crimes investigados podem chegar a 27 anos de prisão. A PF vai conceder entrevista coletiva na tarde de hoje para falar a respeito da Operação Castelo de Areia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.