PF investiga desvio em contrato do Dnit em PE

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco deflagrou hoje a "Operação Casa 101" para investigar desvio de verba pública, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato ocorridos no Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (Dnit) no Estado, através de três contratos para pavimentação, manutenção e conservação da BR-101 na região metropolitana do Recife. A rodovia federal é uma das mais mal conservadas no Estado.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 21h19

O valor total dos três contratos investigados - firmados em 2007 e ainda em vigor - é de R$ 370 milhões e o prejuízo real aos cofres público é estimado em R$ 67 milhões, pela PF, em um único contrato. As irregularidades foram detectadas pela Controladoria Geral da União (CGU) ao auditar 32 contratos do Dnit em Pernambuco e embasaram as investigações da PF, iniciadas em agosto.

O nome da operação se deveu, de acordo com o superintendente da PF-PE, Marlon Jeferson de Almeida, a uma casa construída por um servidor do Dnit, no município metropolitano de Paudalho, supostamente com dinheiro desviado de contratos superfaturados da BR-101. De acordo com a PF, "a troca de favores entre empresas e fiscalização era escancarada, ao ponto de empresas contratadas para a execução de obras e serviços públicos fornecerem mão de obra e material de construção para edificação de casa residencial de servidor do Dnit".

A casa foi um dos bens sequestrados hoje pela operação que envolveu 60 policiais federais, quatro servidores da CGU e dois da Receita Federal no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão no Recife, Paudalho, Garanhuns, no agreste e Maragogí, em Alagoas. Foram apreendidos notebooks, computadores e CPUs, além de "farta documentação". Houve bloqueio de contas bancárias e seis pessoas foram conduzidas à PF para depor - e liberadas em seguida. Houve também afastamento de função de servidores.

Tudo o que sabemos sobre:
Dnitdesvioinvestigação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.