PF investiga ação do PCC no Nordeste

A Polícia Federal investiga uma conexão entre o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital e bandidos de Pernambuco e do Piauí. A prisão do sargento Silvestre Gomes Neto, da Polícia Militar do Piauí, na noite de terça-feira, é o indício mais forte da ligação entre o PCC e criminosos dos dois Estados. O delegado Aírton Franco disse que Silvestre já afirmou, em depoimento, que eram oito os homens com os quais ele manteve contatos para fornecer e montar armas que seriam usadas no assalto a agências do Banco do Brasil e no seqüestro de um usineiro. A PF chegou ao sargento depois de grampear um telefone celular usado pelos bandidos do PCC. Nas conversas gravadas, eles pediram a Silvestre o fornecimento de granadas, silenciosos para pistolas e até uma bazuca.O sargento, que é armeiro da Polícia Militar, também iria montar fuzis AR-15 que os bandidos trariam desmontados, para fazer os assaltos. Franco afirma, ainda, que a conexão entre o PCC e bandidos nordestinos também pode ter ramificações no Ceará, porque foi lá que, há menos de dez dias, houve dois assaltos a agências do Banco do Brasil. Os assaltos renderam R$ 700 mil.Nas conversas entre os membros do PCC e o sargento Silvestre, a PF descobriu que o dinheiro dos assaltos e do seqüestro do usineiro seria usado para financiar a defesa dos dirigentes da organização criminosa. Eles planejavam roubar R$ 500 mil no Piauí.

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