PF inicia greve nacional nesta quinta, a 2 dias do carnaval

Os policiais federais realizam nesta quinta-feira, 15, uma greve nacional de advertência em defesa da segunda parcela da reposição salarial de 30%, negociada no acordo do ano passado, que o governo agora se recusa a cumprir. Os policiais federais que atuam nos aeroportos não param. Farão pequenos atos de no máximo uma hora, usarão tarjas pretas para caracterizar o protesto. Segundo agentes da PF, não haverá comprometimento do atendimento aos passageiros nem atrasos.A categoria quer também a revisão do Projeto de Lei Orgânica da PF, enviada pelo Ministério da Justiça ao Congresso. Em todo o País, inclusive na sede do órgão, em Brasília, haverá atos públicos a partir das 9 horas. Uma das categorias mais bem pagas do País, os policiais federais recebem entre R$ 7 e R$ 16 mil. Esses valores podem ser acrescido de algumas vantagens e ganhos indiretos. Com essa mobilização, os policiais entram em estado de greve para obrigar o governo a negociar sua pauta de reivindicações.O movimento inclui os delegados, que sempre negociaram à parte e evitavam ações mais radicais, além de agentes, escrivães, papiloscopistas e o pessoal administrativo. A paralisação foi decidida em reunião do Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), no dia 7 de fevereiro e ratificada pela categoria nos Estados nos dias seguintes.Em nota colocada no site, a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) alega que a categoria acumula perdas há dez anos. "Apesar de sermos a categoria com as maiores perdas no período, enfrentamos uma negociação dificílima e morosa, ao contrário do que garantira, inclusive por escrito, o ministro da Justiça", diz a nota. Eles alegam que, com a perda de diversas vantagens, a primeira parcela dada no ano passado, também de 30%, ficou na prática entre 5 e 20%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.