PF indicia empregados de empresários de futebol

Cinco funcionários de Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, empresários do atacante Ronaldo, do Real Madrid, foram indiciados por suposta participação em lavagem de dinheiro, no inquérito da Polícia Federal que investiga o envio ilegal de US$ 33,4 milhões para a Suíça. O dinheiro é, supostamente, produto de corrupção na Secretaria da Fazenda, e pertence a funcionários públicos estaduais e federais - oito deles presos desde 15 de abril. Martins e Pitta podem ser indiciados na segunda-feira, quando irão depoir na PF. Germano da Silva Filho, Marcelo Fagundes Mesquita, Valdir Ferreira de Freitas, Paulo Henrique Borges Sekeguchi e Arilson da Silva Dias admitiram hoje que emprestavam suas contas bancárias para movimentação de recursos de terceiros. Para a Polícia, isso já é suficiente para caracterizar indício de lavagem de dinheiro - o que não significa que os acusados sejam culpados, mas que devem ser investigados mais detidamente. Outros dois empregados de Martins e Pitta, Juliana Correia de Rezende e Aloísio de Freitas, não foram indiciados.O delegado Marcos David Salem, que preside o inquérito, quer agora estabelecer a ligação entre as contas e o envio de recursos, pelos fiscais, para o exterior. Ele quer saber exatamente como a Gortin Promoções e a Passabra Câmbio e Turismo, empresas de Martins e Pitta, atuaram no caso. Veja o índice de notícias sobre a corrupção no Rio

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