PF indicia donos de bingo no Pará

A Polícia Federal do Pará não está dando trégua para as casas de bingo e de máquinas caça-níqueis de Belém. Mesmo com as casas fechadas, a PF indiciou, após dez meses de investigações, 25 pessoas físicas e jurídicas por crime contra a economia popular e contrabando. Dez inquéritos já estão na Justiça Federal e outros três ainda estão sendo concluídos. O delegado Cristiano Sampaio, responsável pelas investigações, disse que as mais de 850 máquinas já apreendidas eram "viciadas" e programadas para fazer o jogador perder e garantir grande margem de lucro para os donos dos jogos. Em cem jogadas, a chance de um apostador ganhar era zero. A legislação de jogos estabelecia que a probabilidade de ganho deveria ser de 25 em cada cem jogadas. A importação das máquinas, em sua maioria oriundas da Itália, China e Espanha, também foi realizada de maneira irregular. Segundo Sampaio, se a PF conseguir comprovar que os donos das casas de jogos sabiam das irregularidades nas importações dos equipamentos eles poderão ser condenados por crime de contrabando.

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