PF indicia deputada envolvida na máfia dos sanguessugas

A deputada Tetê Bezerra (PMDB-MT), denunciada pela CPI dos Sanguessugas, foi indiciada nesta quinta-feira, 30, pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Depois de três horas de depoimento na sede da PF em Brasília, a parlamentar não conseguiu convencer os policiais de sua inocência.Mulher do ex-senador Carlos Bezerra (PMDB-MT), Tetê entrou nas investigações sobre a máfia das ambulâncias porque seu nome figura em uma planilha de computador apreendida pela Polícia Federal no escritório da Planam, principal empresa do esquema criminoso. No documento, a deputada aparece associada a supostas movimentações financeiras da firma, que servia como QG da quadrilha, a qual, por meio de manipulação do Orçamento da União, vendia ambulâncias superfaturadas a prefeituras. Sob a identificação "Pagto - Dep. Tetê Bezerra", constam três pagamentos, no valor total de R$ 65 mil. DinheiroEm seu depoimento à Justiça, Darci Vedoin, um dos donos da Planam, afirmou que o dinheiro se destinaria a uma ajuda de campanha solicitada por Tetê e seu marido. Mas Luiz Antônio Vedoin, filho de Darci e responsável pela área financeira da empresa, isentou a deputada. Com isso, ela acabou migrando da lista de investigados para a de inocentados pela CPI dos Sanguessugas.Em seu depoimento, ela negou envolvimento com a máfia dos sanguessugas e disse que não falaria em defesa de seu marido, também envolvido no escândalo, mas ainda assim foi indiciada. "Eu não recebi benefícios da Planam e com relação ao meu marido ele que tem que responder pelas acusações", disse. Carlos Bezerra foi acusado pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso de ter recebido dois pagamentos do esquema, sendo um de R$ 12 mil e outro de R$ 10 mil.Na saída, a deputada chegou a negar o indiciamento: "Eu não fui indiciada e vim apenas prestar esclarecimentos". A Polícia Federal, no entanto, confirmou que ela fora indiciada.

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