PF inclui denúncia de "pedágio" em inquérito contra Jader

A situação do presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), deverá complicar-se nesta semana em relação às investigações sobre as fraudes nos financiamentos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).A Polícia Federal decidiu incluir em um inquérito já aberto em Tocantins, a denúncia feita pela revista IstoÉ, de que o senador teria exigido US$ 5 milhões para ajudar na liberação de recursos para dois projetos do empresário David Benayon, no Amazonas.A intenção da PF ao incluir as denúncias num mesmo inquérito, que já apura as fraudes na Sudam, vai diminuir o tempo das investigações, já que há vários indícios que podem ajudar na elucidação do caso envolvendo o presidente licenciado do Senado.A PF poderia abrir um inquérito paralelo, mas, segundo investigadores que trabalham no caso, por enquanto isso não é necessário por causa da ligação entre as denúncias e outros fatos.Um deles é que Benayon já estava sendo investigado anteriormente. Segundo uma gravação divulgada pela revista entre o deputado estadual do Amazonas, Mário Frota (PDT) e Benayon, o presidente licenciado do Senado havia exigido US$ 5 milhões para liberar cerca de R$ 40 milhões que estavam sendo pleiteado na Sudam pelo empresário.Jader qualifica de loucura, mas o próprio deputado admite que esteve em Brasília, no mesmo período em que supostamente teria havido a negociação, conforme a denúncia da revista.Em diversos documentos apreendidos nos últimos meses pela PF, em pelo menos 10 Estados, há diversas citações envolvendo Benayon, inclusive em escuta telefônica feita com autorização judicial.Mas apenas numa agenda o nome de Frota aparece relacionado ao do empresário. Quando ao senador, existe apenas uma folha, encontrada na casa do ex-superintendente da Sudam, José Arthur Tourinho, onde existem as iniciais ?Sen. JB?, ao lado de 23 nomes de projetos que receberam ou estariam para receber recursos da autarquia.No entanto, não há provas claras de que se trataria de Jader. A partir de agora, a PF poderá estender as investigações para Brasília, para verificar as datas corretas da visita feita por Frota e Benayon.Os dois estiveram acompanhados pelo contador Geraldo Pinto da Silva, que mantinha em Belém um escritório de assessoria a projetos. A data da viagem estava numa agenda de Pinto da Silva.

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