PF faz escolta dos candidatos à Presidência

Os candidatos à Presidência da República começaram a contar nesta semana com a presença de policiais federais organizando a segurança das campanhas. Entre os quatro candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, só Eduardo Campos (PSB) abriu mão da escolta oficial.

DAIENE CARDOSO E ANDREZA MATAIS, Estadão Conteúdo

08 de agosto de 2014 | 19h42

Todos os candidatos à Presidência da República têm direito à requisitar proteção da Polícia Federal. Uma equipe liderada por um delegado acompanha o candidato 24 horas por dia, visita com antecedência os locais por onde o presidenciável passará, vistoria aeronaves que serão utilizadas por ele, orienta por onde o candidato deve circular nas agendas de rua e pode sugerir até alterações na rotina do presidenciável.

Desde 2002, na eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a PF passou a manter o esquema de segurança até o dia da posse do presidente eleito. Em 1º de janeiro de 2011, quando tomou posse, a presidente Dilma Rousseff foi acompanhada por agentes femininas até a rampa do Palácio do Planalto.

Os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Pastor Everaldo (PSC) já passaram a fazer corpo-a-corpo nesta semana com proteção policial. Campos, num primeiro momento, sinalizou que pediria o acompanhamento policial, mas o PSB considerou desnecessária a presença dos agentes. Em 2010, sua atual vice de chapa, a ex-candidata Marina Silva (na época pelo PV), teve sua segurança reforçada por policiais federais. Já a segurança da candidata à reeleição Dilma Rousseff é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que se utiliza das informações de inteligência da Polícia Federal.

O departamento de Comunicação da PF informou que o serviço de acompanhamento foi oferecido a todos os candidatos à Presidência da República, mas os demais candidatos não responderam ao ofício.

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