PF entra em greve hoje; adesão pode ser de 90%

O governo terá, a partir desta terça-feira, seu primeiro grande teste com a deflagração da greve dos policiais federais, que reivindicam equiparação salarial com as categorias de nível superior. A tendência é que pelo menos 90% dos agentes, papiloscopistas e escrivães parem suas atividades. Com isso, investigações importantes, como a do envolvimento do ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz com o bicheiro Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, poderão sofrer atrasos ou até mesmo paralisar.Os policiais federais pedem um ajuste de salário em torno de 85,4%, elevando os vencimentos de R$ 4,1 mil para R$ 7,7 mil, quase o mesmo valor recebido por delegados. Segundo o governo, a folha de pagamento, que hoje é de R$ 150milhões, aumentaria para R$ 600 milhões.A Fenapef afirma que tentou negociar com o Palácio do Planalto, mas não foram atendidos. A União fala o contrário, mas se dispõe retomar o debate. "Mesmo com a decisão da federação de suspender as negociações com o governo federal e iniciar o movimento que pretende paralisar as atividades da Polícia Federal, o Ministério da Justiça está disposto a retomar o diálogo e reabrir as conversas", afirma o ministério da Justiça, em nota oficial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.