PF e Exército vão unir-se contra crime organizado

O governo vai unir Exército e Polícia Federal no combate ao crime organizado não apenas na Amazônia e no Rio de Janeiro, mas em todo o País, principalmente na região de fronteira. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em Tabatinga (AM), onde as duas instituições já atuam conjuntamente.Durante visita a instalações da Operação Cobra (junção das sílabas iniciais de Colômbia e Brasil), Thomaz Bastos anunciou que pelo menos mil das 4 mil vagas do concurso que a PF vai fazer este ano serão destinadas à Região Norte.Segundo Thomaz Bastos, as ações não serão apenas de repressão, mas também sociais. ?Temos um exemplo disso na Operação Cobra, que diminuiu o tráfico e faz um trabalho em torno da população que está ameaçada pelo narcotráfico?, afirmou o ministro, que se reuniu com o comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), sediada na cidade de Tefé (AM), general Joaquim Silva e Luna, para discutir novas ações de cooperação.Hoje, o trabalho conjunto entre PF e Exército praticamente se restringe ao Rio, na área de inteligência, enquanto na Amazônia os militares dão suporte logístico aos policiais. Agora, o governo pretende estender este trabalho a outros Estados do Centro-Oeste e Sul do País. Além disso, segundo o coordenador da Operação Cobra, delegado Mauro Spósito, em aproximadamente 60 dias a PF estará totalmente integrada ao Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), quando o monitoramento da fronteira será mais eficaz. Spósito informou que a PF vai começar a receber on-line, nesse período, informações sobre todos os aviões que entrarem no País.?Se alguma aeronave cruzar o espaço aéreo do Brasil, poderemos levantar sua rota e precisar seu destino em tempo real. Depois, é só ir ao local e verificar de quem se trata?, afirma o delegado. Veja o especial:

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