PF do Rio terá reforço para combater crimes eleitorais

Para o presidente do TRE, ainda não é necessária a presença da Força Nacional, pois não há 'confrontos'

Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo,

30 Julho 2008 | 07h44

A Superintendência da Polícia Federal no Rio vai receber um reforço de homens na semana que vem para atuar no combate aos crimes eleitorais, principalmente envolvendo traficantes e milicianos que estariam constrangendo eleitores no Estado. A informação é do superintendente regional da PF , Valdinho Jacinto Caetano, que participou na terça-feira de reunião com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, desembargador Roberto Wider, e integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Segundo Caetano, há diversas pessoas, entre cabos eleitorais e candidatos, sob investigação.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais O desembargador repetiu que, "neste momento", não é necessária a presença da Força Nacional de Segurança para garantir a integridade de candidatos e eleitores durante a campanha - como foi oferecida na segunda-feira pelo ministro da Justiça, Tarso Genro - porque não há "confrontos".   Segundo ele, o Rio precisa de pessoas da área de inteligência que possam identificar os problemas e fazer um levantamento das áreas onde há imposição de candidatos e coação de eleitores. O TRE já recebeu mais de 20 denúncias de 7 áreas da cidade - 3 de atuação do tráfico e 4 das milícias.Wider informou já ter recebido do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, um relatório da atuação das milícias em favelas do Rio. Ele disse ainda que a polícia fluminense tem capacidade de garantir o policiamento do Estado durante as eleições.   O secretário não falou com a imprensa. Durante a reunião, ficou definida a criação de um grupo de trabalho que será responsável por municiar a Justiça Eleitoral de informações sobre os candidatos. "Não podemos permitir que (a situação) seja objetivo de especulação política, como alguns querem fazer", sugeriu o presidente do TRE.

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