PF do Paraná investiga corrupção na Infraero

As denúncias da empresária Sílvia Pfeiffer, de Curitiba, proprietária da Aeromídia, começam a ser investigadas nesta semana pela Polícia Federal do Paraná. A executiva é dona da empresa que veicula e comercializa publicidade nos aeroportos e fez denúncias de irregularidades que envolvem políticos, autoridades e servidores da Infraero, órgão vinculado ao Ministério da Defesa, e que englobam um esquema de pagamento de propinas desde 2003, contratos fraudulentos e também de favorecimentos em licitações Uma fonte ligada ao superintendente da PF do Paraná, Jaber Saadi, informou que ele ainda não estava com a posse dos documentos, mas deve iniciar a investigação logo que tiver acesso a eles. "Ele informou que soube das denúncias por meio da imprensa e que tão logo chegue às mãos dele, os documentos será avaliados e será designado um delegado para ficar responsável pelas investigações", disse.A empresária, cujo endereço consta na notícia-crime entregue, não foi localizada. Em sua residência, no bairro Pilarzinho, em Curitiba, apenas dois cães faziam a vigília e segundo alguns vizinhos, ela não era vista há algum tempo.Em sua denúncia, Sílvia afirma que os contratos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) foram conquistados por meio de pagamentos de propinas mensais aos diretores da Infraero. EscândaloAlém disso, Silvia envolve o ex-prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, quando denuncia o fato de seu ex - secretário de Urbanismo, Carlos Alberto Carvalho, ter se tornado sócio da empresa para aliviar os valores de multas que a Aeromídia havia recebido naquele período.O ex-prefeito, atualmente deputado federal, foi procurado, mas não foi encontrado para falar sobre o caso e nem explicar o fato da empresa de Silvia ter colaborado com cerca de R$ 20 milhões para sua campanha.Para a Polícia Federal, ainda é prematuro estipular quais as categorias de crimes foram realizadas neste período. "Será necessária a análise da denúncia, apreciar quais tipos de crimes ocorreram e então dar início à investigação", disse.

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