PF diz que monitorava ligações de Beira-Mar

A assessoria da Polícia Federal afirmou que tem pleno conhecimento de que o traficante Fernandinho Beira-Mar estava usando um celular de dentro da cela, onde está preso na superintendência da instituição em Brasília, para comunicar-se com parceiros presos no Rio de Janeiro. A PF não informou como o traficante teria conseguido o aparelho, nem há quanto tempo dispunha do celular. "Questão de sigilo", explicou o delegado-chefe da Divisão de Repressão e Entorpecentes da PF, Getúlio Bezerra. O monitoramento das conversas de Beira-Mar vinha sendo feito com dois objetivos. Segundo a PF, a intenção era descobrir ligações ainda desconhecidas e também acompanhar qualquer plano de fuga do traficante que viesse a ser combinado por celular. A PF trabalhava com a hipótese de que Beira-Mar, desconhecendo a escuta, pudesse "falar sobre qualquer assunto" com seus parceiros. O vazamento da informação de que o traficante portava um celular, em reportagem veiculada pela TV Globo, deixou a cúpula da PF irritada. "Quem divulgou, prestou um desserviço à Nação. Nós estávamos trabalhando", foi a mensagem transmitida pela assessoria da PF.

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