PF diz que dossiê Cayman é forjado

Os delegados da Polícia Federal Paulo de Tarso Teixeira e Jorge Barbosa Fontes informaram hoje, oficialmente, que é forjado o chamado dossiê Cayman, contendo documentos sobre uma suposta vinculação do presidente Fernando Henrique Cardoso, do falecido governador de São Paulo Mário Covas, do ministro da Saúde, José Serra, e do igualmente já falecido ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta a uma suposta empresa denominada CHJ&T, com sede no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Em entrevista coletiva, os delegados informaram que, embora o inquérito ainda esteja em andamento, já puderam concluir que o dossiê foi vendido a cinco grupos, a preços que variaram de US$ 500 mil a US$ 2 milhões, e foram oferecidos a seis outros grupos, que o recusaram. Eles, no entanto, não revelaram quais foram os grupos que adquiriram os documentos forjados. Além disso, concluíram que pelo menos dois grupos participaram da fraude. "A fraude desenvolveu-se em mais de uma vertente, isto é, no mínimo dois grupos distintos produziram papéis falsos, buscando e conseguindo atrair incautos para adquiri-los por altas somas em moeda estadunidense", afirmam os delegados, em nota distribuída à imprensa pelo Departamento de Comunicação da PF. Os delegados concluíram também que o grupo idealizador da fraude é formado por Oscar de Barros e José Maria Teixeira Ferraz Júnior, empresários radicados nos Estados Unidos. Durante as investigações, foi também localizado outro grupo que participou da fraude, integrado por Honor Rodrigues da Silva, João Roberto Barusco e Ney Lemos dos Santos, todos eles residentes em Miami, nos Estados Unidos. Paulo de Tarso Teixeira e Jorge Barbosa Fontes informaram ainda que as investigações em torno do assunto deverão ser concluídas n as próximas semanas.

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