Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

PF diz não ter prova em inquérito contra Pezão e Cabral

A conclusão do relatório da Polícia Federal é que faltam indícios para que as investigações contra o governador e o ex-governador do Rio tenham prosseguimento

Andreza Matais,Talita Fernandes e Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2015 | 21h30

Brasília - A Polícia Federal recomendou o arquivamento do inquérito que investiga o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) no esquema apurado pela Lava Jato. A conclusão do relatório é que faltam indícios para que as investigações tenham prosseguimento. Além de Pezão e Cabral, o ex-chefe da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, também é alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça. 

A Procuradoria-Geral da República deverá agora dizer se concorda ou não com a recomendação da PF e o parecer será encaminhado para o ministro Luis Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ. A investigação foi aberta após o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmar que Cabral, diante de Pezão e Fichtner, pediu R$ 30 milhões para caixa 2 de sua campanha à reeleição, em 2010. “Vou continuar aguardando como fiz desde o momento em que meu nome surgiu nesse caso”, disse Pezão. “Passei os piores momentos da minha vida.”

Cabral afirmou que as investigações comprovam que ele manteve “relação exclusivamente institucional com a Petrobrás”. 

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