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PF desloca 1.000 homens para combate ao desmatamento no PA

O principal foco da operação são as madeireiras que agem de forma ilegal, retirando madeira sem autorização

REUTERS

25 de fevereiro de 2008 | 17h56

A Polícia Federal está deslocando mil homens ao Pará nesta segunda-feira, 25, dentro da operação Arco de Fogo, que tem o objetivo de combater o desmatamento na região.      Força federal chega a Tailândia para combater desmatamentoA Força Nacional (força de elite formada por PMs dos Estados) e fiscais do Ibama e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) paraense também fazem parte da ação, segundo a PF. O principal foco da operação são as madeireiras que agem de forma ilegal, retirando a madeira amazônica sem autorização dos órgãos ambientais. "A operação é de caráter permanente, por tempo indeterminado", disse um porta-voz da Polícia Federal. O município de Tailândia, a 235 km de Belém no noroeste do Pará, será a primeira base da operação. No local, houve forte reação de manifestantes na semana passada contra a apreensão de 13 mil metros cúbicos de madeira, com confronto com a Polícia Militar, que controlou o protesto. Os 200 homens do Batalhão de Choque permanecem na cidade desde então. "A cidade está ocupada, mas segue sua rotina normal", afirmou uma assessora da Sema que está em Tailândia. Segundo a assessora, chegaram à cidade nesta segunda-feira 120 homens, sendo 40 da PF, 56 da Força Nacional, além de 24 fiscais do Ibama. Levantamento do governo federal serviu de alerta para uma ação mais rígida por parte do governo contra o desmatamento. Os mais recentes dados divulgados pelo governo federal indicam que, de agosto a dezembro, cerca de 7.000 quilômetros quadrados de mata foram derrubados, o que significa dois terços da taxa registrada um ano antes (de agosto de 2006 e julho de 2007). De acordo com a Sema, entre sábado e esta segunda-feira, foram retirados de Tailândia, em carretas, cerca mil metros cúbicos de madeira apreendida. Não houve resistência por parte dos madeireiros. A madeira será levada a Belém, onde vai a leilão e os recursos serão revertidos para a fiscalização do desmatamento ilegal. O governo paraense estima que a madeira apreendida até agora renderá até 4 milhões de reais. (Reportagem de Carmen Munari)

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