PF deflagra operação contra desvio de verbas públicas no TO

Esquema se beneficiava de convênios da Funasa com governo e prefeituras; desvio pode chegar a R$ 3,8 milhões

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

26 de maio de 2009 | 10h13

Cerca de 160 policiais federais e 22 analistas da Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta terça-feira, 26, a Operação Covil, com o objetivo de desmontar um grupo especializado em desviar verbas públicas no Tocantins. O esquema se beneficiava de convênios da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) firmados com o Governo do Tocantins e prefeituras do Estado.

 

Em apenas uma das obras a CGU constatou desvio de mais de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, que podem ter sido lesados em até R$ 3,8 milhões pela fraude. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva de servidores da Funasa, além do afastamento judicial do Coordenador Regional do órgão em Tocantins.

 

As investigações duraram cerca de um ano e identificaram a participação irregular de funcionários da Coordenação Regional da Funasa na execução de obras contratadas com recursos da própria Fundação. Segundo a PF, há indícios de que os funcionários receberam propina e utilizaram empresas de fachada para ocultar sua participação em obras de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água.

 

Foram detectadas irregularidades como pagamentos de serviços não executados, emissão de pareceres técnicos com citação de engenheiros de empreiteiras ou fiscais de prefeituras que não participaram das obras e falsificação da assinatura de engenheiros.

 

Serão efetivados 37 mandados de busca e apreensão em vários órgãos públicos, entre eles a Funasa em Brasília, a Coordenação Regional da Funasa no Tocantins, a Secretaria Estadual de Infraestrutura do Tocantins e o Departamento de Estradas de Rodagem do Tocantins.

 

As buscas e apreensões abrangem também as prefeituras municipais de Santa Fé do Araguaia, Cachoeirinha, Praia Norte, Carrasco Bonito, São Sebastião do Tocantins, Pedro Afonso e Bom Jesus do Tocantins. Construtoras, escritórios e residências situadas no Estado e no Distrito Federal também deverão ser vasculhadas pelos policiais.

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